Visita ao Inhotim

No dia 27 de maio (última sexta feira do mês), a turma foi para o inhotim.

O nosso grupo de visita era formado por: Max, Gabriel S.P., Luiz Augusto, Sayuri, Cauã, Helena, Lívia e eu. 

@maxgodoy.fotos

Galeria principal


A galeria que nós escolhemos analisar é a Galeria Lygia Pape.

Estes são os desenhos que eu fiz da obra:




OBS: são desenhos de observação, o Cauã e o Luiz são testemunhas. 

Estas são fotos que tiramos na obra:




OBS: eu incluí essas fotos aqui no blog porque estou ciente que meus desenhos não representam de forma acurada o interior da galeria. 

Minhas impressões:

Minha primeira impressão da obra foi de decepção, eu pensei que teriam mais coisas para ver. Mas depois eu mudei de ideia: há valor em ter apenas uma coisa para observar, porque o nosso foco fica centralizado e pode-se experienciar ela de forma mais completa.

No exterior, a obra é um grande bloco de concreto inserido na paisagem, sem muita relação com seu entorno. Sobre o caminho que leva até o edifício, ele é tortuoso, íngrime e meio confuso, isso cria um sentimento de satisfação ao chegar no local. No interior, o espaço é uma caixa preta inserida na estrutura de concreto. Entramos por um corredor e saímos por outro.

Lá dentro é tão escuro, mas tão escuro, que você não consegue nem ver as paredes; você precisa ir andando o braço esticado pra frente para chegar nelas. É uma sensação bem mágica, intensificada pelo ruído branco que toca ao fundo.

Em geral, eu não achei os fios dourados lá grandes coisas. Qualquer coisa posta no interior desse espaço com uma iluminação em cima causaria um efeito "uau". Mas é interessante como os fios desaparecem dependendo do ângulo que você olha. Eles também parecem desaparecer sem nunca tocar no teto. 

Acho que a mágica se quebra um pouco por podermos ver o "pé" dos fios. Porque aí entendemos como eles estão distribuídos e como os efeitos ocorrem.
Good gallery 8/10

Outras obras

Além da Lygia Pape, a gente visitou as seguintes obras:

Obras externas
A7) Abre a porta; rodoviária brumadinho (ônibus na parede)
A19)  Desert park (pontos de ônibus na areia)
?) Propaganda (billboard de uma caixa de papelão)
A6) Troca-troca (fuscas coloridos)

Galerias
G8) Doris Salcedo (grade metálica cravada numa parede branca)
G10) Doug Aitken (aquele que dá pra ouvir os sons do interior da terra)
G7) Galeria Adriana Varejão (muro de carne, azulejos com desenhos azuis e azulejos com desenhos de passarinhos)
G23) Galeria Claudia Andujar (muito grande, fotografias de indígenas entre outras coisas, é onde a gente tirou a fotografia em sequência [uma pessoa que fotografa outra que fotografa outra…])
G16) Galeria Miguel do Rio Branco (fotos de um prostíbulo e de pessoas em situações de rua; dois andares)
G20) Lygia Pape (a primeira que a gente foi)
G12) Matthew Barney (trator dentro de redoma de vidro)
G2) True Rouge (vidros com líquido vermelho pendurados)
G14) Valeska Soares (onde a gente dançou, espelhos)
G1) Galeria Mata Fonte (acho que é onde a gente viu o homem que puxa cordas e a esfera espelhada que pisca, mas eu não tenho certeza porque as exposições desse lugar são todas temporárias)

Jardins Temáticos
J4) Vandário (orquídeas penduradas)

Sobre as obras, eu gostaria de comentar que a Galeria Foug Aitken é over rated, que a Galeria Valeska Soares é a mais divertida e que a Galeria Matthew Barney é a mais massa (como é que colocaram o trator lá dentro??).

Sobre a experiência como um todo, eu gostaria de comentar que foi muito legal. Foi bacana passar tempo de qualidade com os colegas. Mas também foi muito cansativo tanto emocionalmente como fisicamente: muita informação pra processar e muita distância pra andar. 
10/10 would do it again

Foto do lanche pra fazer inveja

Foto da foto da foto da foto da foto...


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