01/2 - Parágrafo do Flusser
As duas ideias
Após a leitura do texto "animação cultural" do Flusser, nos foi pedido que anotássemos as duas ideias do texto que mais nos impactaram.
A primeira ideia que me impactou foi a categorização de tudo o que existe em três terrenos: o dos fenômenos inanimados, o dos fenômenos animados e o dos objetos. Eu nunca tinha pensando em separar as coisas dessa forma e, especialmente, eu nunca tinha considerado que os objetos estão fora do campo dos fenômenos inanimados.
Minha segunda ideia foi a inversão da relação "homem-objeto", a partir da qual a humanidade passa a comportar-se em função do comportamento dos objetos (e não o contrário). Eu já tinha refletido sobre a dependência humana aos aparelhos eletrônicos, mas achei interessante pensar esse fenômeno pelo ponto de vista dos objetos.
Além de anotar esses pensamentos, nós também tivemos que apresentá-los em voz alta na frente de todos. Foi um momento de ansiedade (pra mim e, acredito, pra muitos de vocês também).
As falas dos colegas
Os professores pediram para acrescentar um diálogo com os colegas aqui no post do blog. Como eu não sei como fazer isso, vou comentar um pouco sobre algumas falas que eu anotei.
Eu achei interessante como a Tatiane falou que as pessoas muitas vezes agem como objetos: não tem atitude, são passivas, são tratadas como descartáveis. Acho que talvez, na medida que os objetos se aproximam da gente, a gente se assemelha a eles.
Eu gostei de como a Jade falou com certeza que os aparelhos (que são a elite dos objetos) vão tomar o poder. Eu achei isso cômico (pra não dizer triste) e fiquei refletindo se a tomada do poder pelos aparelhos significa a distribuição de direitos para todos os objetos. Achei uma vibe bem revolução francesa; tipo nobreza, burguesia e proletariado.
A Ana Carolina pensou na relação entre a arte e os objetos. Ela questionou a personalidade e a importância que a gente atribui a objetos tidos como arte, e deu como exemplo a "obra de arte" da banana presa com duct tape na parede. Eu achei bem criativa essa reflexão, porque até aquele momento ninguém tinha falado sobre a arte.
Um garota que estava vestindo uma blusa muito fofa de tons pasteis fez uma paralelo entre o texto e o livro "a revolução dos bichos", de George Orwell. Eu achei bem pensando.
O Cauã disse algumas frases de efeito forte. Dentre elas, me atingiu principalmente a "os humanos defendem a objetividade sobre a animalidade, mas eles mesmos então presos ao seu caráter animal".
OBS: eu anotei outras falas tbm, mas eu não queria que meu texto ficasse muito longo.
OBS2: desculpa se eu errei o nome de alguém. Podem me corrigir.
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