02/3 - Análise de Fotografias

Para esta atividade, os professores nos dividiram em oito grupos e delegaram três fotógrafos para cada um. A proposta é que, na próxima aula, os grupos apresentem e analisem duas fotografias de cada fotógrafo.

Eu faço parte do grupo 2, responsável pelos fotógrafos Henri Cartier-Bresson, Wilson Baptista e Roger Humbert.

O Cauã e eu vamos apresentar o terceiro fotógrafo. Nós escolhemos estas duas fotografias abaixo para analisar (ele vai falar da primeira, e eu vou falar da segunda).

Mais tarde eu anoto aqui a minha análise sobre a fotografia 👍 mas já adianto que sua técnica de produção (fotograma raiografia) é bem interessante.



Untitled (Abstract Colour Photograph #1), 1972


Untitled (Photogram #36), 2002
Photogram on Baryta paper


UPDATE:

Roger Humbert nasceu na Suécia em 1929 e atualmente tem 93 anos, ainda produzindo fotografias. Ele foi um dos fundadores da Fotografia Concreta. Eu acho que a frase que resume melhor este movimento é "Procure apresentar em vez de Representar", ou seja, o foco é 100% na imagem em si, não no que ela representa. Dentre os vários tipos fotográficos que Humbert trabalhou ao longo de sua carreira, nós escolhemos analisar uma "fotografia abstrata em cor" e uma "raiografia". Porém, antes de dissecarmos as imagens, acho importante que a gente entenda essas técnicas utilizadas pra criá-las. 

Para produzir as "fotografias abstrata em cor", Humbert colocou plexiglas (plásticos coloridos e translúcidos) sobre pratos de vidro, posicionou um fonte de luz vinda debaixo e tirou fotos analógicas da luz resultante. 

Para produzir raiografias, trabalha-se diretamente com o papel fotográfico, sem precisar de máquina fotográfica. Humbert utilizou elementos de papelaria - como estênceis, grades e cartões perfurados - para produzir suas raiografias. 

Mesmo entendendo de forma geral o método utilizado, ainda é desafiante deduzir como Humbert produziu cada fotografia. Como eu não sou entendida do assunto, vou focar só no resultado, sem supor a técnica. 

Na raiografia #36 temos um fundo branco e liso sobreposto por quatro elementos: uma nuvem acinzentada, uma moldura quadrada, uma mancha escura retangular e um par de riscos. Esses elementos estão centralizados no eixo y (mantendo uma distância das duas margens) e estão posicionados mais para cima no eixo x (quase tocando a margem superior). O elemento moldura, especificamente, está notavelmente centralizado em ambos os eixos (bem no centro da imagem mesmo). Os elementos se tocam e se sobrepõem, mas não se confundem (um não vira o outro, digamos assim). 
Quando eu olho pra essa imagem, eu sinto o contraste entre o "rígido" e o "orgânico" . A imagem me dá tanto a sensação de que foi precisamente calculada, como a sensação de que foi produzida de forma espontânea. Acredito que o que causa esse efeito é a sobreposição de um elemento exato e geométrico - uma moldura perfeita de ângulos retos, de lados equiláteros e com subdivisões precisas - por elementos amorfos: uma nuvem escura, uma mancha retangular ao centro e dois riscos plenos à direita. 


 














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